Bom dia!
Como grande adepta do fenómeno terapêutico conhecido
como “lanchar fora” nem sempre tenho muito dinheiro disponível para gastar. Aí
surge a necessidade de procurar sítios low cost que sejam, apesar de tudo, agradáveis
ao paladar. Já aqui falei do Greentea e hoje venho falar-vos do Bar do Mundo, na Rua Mouzinho da Silveira,
que é muito, muito mais do que um sítio barato para se lanchar.
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Logótipo daqui |
Os produtos servidos neste local são oriundos de Comércio Justo, o que significa que os direitos dos trabalhadores são postos à
frente de qualquer margem de lucro. Idealmente, não haveria qualquer
necessidade deste tipo de rótulos porque os direitos humanos seriam, sem dúvida
alguma, respeitados. No entanto, não é o que se verifica neste mundo e, por
agora, espaços como este são de louvar. É normal associar os produtos de Comércio Justo a
um preço alto e inadmissível para a carteira, mas aqui vem o fantástico Bar do
Mundo desfazer o afamado mito. Aproveitem os menus, até 2 euros, que podem incluir um queque, torradas ou uma fatia de bolo acompanhados do chá do dia.
Um queque de café e outro de chá verde |
Além disso, este espaço alberga as mais
variadas iniciativas desde do Language Café até aos diferentes workshops sejam eles de culinária, de
tricot, danças, etc, etc. Por isso mesmo é um espaço cultural e relaxado que convida a uma boa conversa com os amigos. Ah, venham preparados, porque é quase certo que terão de falar em inglês com os funcionários (o que lhes falta em português, compensam em simpatia!)
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Vista panorâmica do Bar, foto daqui |
O Comércio (Justo)
Neste mundo de coisas descartáveis é muito
fácil perder a noção dos produtos que compramos. É como se a sociedade nos
impingisse uma constante aquisição de produtos novos, baratos e sem quaisquer
porquês. Instintivamente acabamos por acreditar que o sector industrial não é assim tão mau, que os empregados têm direitos e
trabalham 8 horas por dia, acreditamos que têm pão na mesa e um sorriso nos
lábios. É bem mais fácil ignorar esses problemas e escolher os produtos mais
baratos. No entanto, o que a nós não custa, custa aos trabalhadores muito mais.
Quando escolhemos aquele produto que não dá para acreditar de tão barato que é,
muito provavelmente estamos a contribuir para que, do outro lado do mundo, as
pessoas que o fizeram continuem a ser exploradas. Não posso dizer que sou uma
consumidora exemplar, mas quero ser. Para isso pretendo aumentar o meu consumo de produtos do Comércio Justo e continuar a comprar produtos frescos portugueses e locais. Produtos que não atravessaram meio
mundo, que foram produzidos sob a protecção dos direitos vigentes na Europa (no entanto, as
leis valem o que valem e é possível que seja a minha ingenuidade a falar) e que sofreram
o mínimo de processo industrial. Espero que este espaço (e talvez, quem sabe, este post) vos inspire a repensar as vossas escolhas diárias e mudar, um passo de cada vez, o mundo. Até lá, tenham um bom dia!
PS: A minha ausência deveu-se a um grande
evento chamado “Queima das Fitas do Porto” que me obrigou, para mal deste blog, a ver o nascer do sol em Matosinhos ;)
5 comentários:
quero voltaaaaar!! saudades daquela limonada deliciosa e fresquinha :)
E das torradas :D
Não sabia que tinhas publicado um artigo dedicado a este espaço! :D
Adorei conhecer o bar do mundo, e espero voltar lá brevemente para comer mais queques contigo, ahaha!
Como é que só agora descobri que tens blogue? :) Bar do mundo é TÃO bom! Tenho saudades de lá ir :) Não sei se conheces mas a Casa da Horta é igualmente fantástica*
Fui uma vez à Casa da Horta e adorei! Comi sushi maravilhoso a um preço super acessível :)
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